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Por que Deus Não Acaba com a Pobreza?

POR QUE DEUS NÃO ACABA COM A POBREZA?

Conversas sobre política para quem não tem tempo

VILMAR BERNA

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-o
pela renovação do espírito, para chegares a conhecer qual
é a vontade de Deus, a saber, o que é bom,
agradável e perfeito.”

Rm 12, 2

“Mas, por onde eu devia começar? O mundo é tão vasto,
começarei com meu país, que é o que conheço melhor.
Meu país, porém, é tão grande. Seria melhor começar com
minha cidade. Mas minha cidade também é grande.
Seria melhor eu começar com minha rua. Não: minha casa.
Não: minha família. Não importa, começarei comigo mesmo.”

ÍNDICE

INTRODUÇÃO

PARA QUE SERVE O GOVERNO?

O QUE É AUTOGOVERNO?

POR QUE DEUS NÃO ACABA COM A POBREZA?

COMO É QUE O PATRÃO EXPLORA O TRABALHADOR?

POR QUE OS TRABALHADORES NÃO SE REVOLTAM CONTRA OS PATRÕES?

O SOCIALISMO É MELHOR QUE O CAPITALISMO?

COMO OS RICOS CONSEGUEM DOMINAR O PODER POLÍTICO?

TODA LEI DEVE SER CUMPRIDA?

POR QUE EXISTE MAIS GENTE NA CIDADE QUE NO CAMPO?

POR QUE OS ÍNDIOS NÃO SÃO RESPEITADOS?

POR QUE EXISTEM PESSOAS DE COR DIFERENTE?

COMO OS EXPLORADOS PODEM SE LIBERTAR?


Introdução

A vida é um aprendizado contínuo. Quando paramos de crescer, começamos a diminuir, assim como as fases da lua. As crianças e jovens, por estarem em fase de crescimento, mudam muito mais rapidamente do que os adultos conseguem perceber; e acabam sendo pegos de surpresa com questionamentos sobre a realidade e as relações humanas, cujas respostas muitas vezes os próprios adultos não encontraram ainda.

Momentos como estes são muito especiais, pois contribuem para a reflexão, a busca de respostas ou de novos questionamentos. Muito sensíveis às injustiças e de uma certa forma intolerantes diante dos erros de nossa sociedade, os jovens costumam questionar; principalmente, a situação política.

É preciso encarar a realidade de que nosso mundo é dominado por relações injustas que não são naturais. Nelas se permite que um ser humano viva da exploração de outro ser humano, que as instituições sejam manipuladas pelos donos do poder econômico, que a espécie humana possa destruir o planeta em detrimento dos outros seres vivos que nele habitam. Essas são algumas das informações que entram diariamente em nossas casas — a maior parte delas distorcidas — pela televisão, seja camufladas em desenhos animados, filmes, canções, seja de forma explícita no noticiário, num volume muito mais rápido que nossa capacidade de criticar e filtrar o conhecimento preciso da informação. Se com os adultos isso causa uma sensação de espanto e ansiedade, misturada com um sentimento de impotência, imagine o que não estará acontecendo na cabeça das crianças e jovens?

É preciso auxiliar os jovens para que desenvolvam uma consciência critica diante da poluição da informação, para que saibam separar o falso do verdadeiro.

Para que serve o Governo?

Se cada membro de nosso corpo resolvesse agir independente das ordens do cérebro, nos tornaríamos, por exemplo, incapazes de andam e esse equilíbrio o responsável pelo perfeito funcionamento de todas as nossas funções. Os governos deveriam funcionar como articuladores da sociedade, procurar combinar diversos segmentos diferentes num movimento harmônico. Na prática, os governos não funcionam como o nosso corpo. Eles não são neutros, pois estão comprometidos com os donos do poder econômico.

Os governos jamais deveriam restringir a capacidade dos indivíduos de relacionarem-se entre si e, assim, de decidir os seus próprios destinos. A única forma de sustar a corrupção do poder é evitando justamente a sua concentração. Quem sabe se, em vez de as pessoas delegarem poder a representantes, resolvam elas próprias serem as condutoras de suas aspirações? Como se fosse um tipo de autogoverno comunitário, onde cada comunidade determine suas leis e modo de governo, afastando-se de soluções centralizadoras. Isso significaria o fim do atual modelo de governo. Será que estaríamos perdendo grande coisa? Afinal, os governos já existem há muito tempo, e, no entanto, não foram capazes de criar um mundo melhor e mais feliz.

O que é autogoverno?

Existe uma lei maior que regula a vida em sociedade: a liberdade de cada um termina onde começa a do outro. Isso, no entanto, exige amadurecimento do indivíduo e, por conseguinte, da sociedade. Cada um. de nós precisa ser co-participante da vida em sociedade e co-responsável pelo seu bem-estar A vida em sociedade deveria assemelhar-se a uma orquestra, onde cada um faz o melhor que pode para o bem da harmonia de todos, por estar tão interessado num bom espetáculo quanto o regente. Infelizmente, nossa sociedade parece mais com a obediência cega dos quartéis, onde um soldado permanece perfilado com a tropa apenas com medo de punição, e não porque esteja interessado num bom desempenho do Exército.

Numa sociedade assim vive-se do medo, e não do amor Não é à toa que não existe respeito do ser humano pela natureza ou do ser humano por seus próprios semelhantes!

Pais que exigem obediência cega de seus filhos os estão educando para serem excelentes robôs sem vontade própria. Isso não cria o autogoverno, mas o contrário destrói no indivíduo o embrião de uma personalidade autônoma, criativa e responsável.

Por que Deus não acaba com a pobreza?

Não existiram sempre ricos e pobres. Esta divisão não é natural, e muito menos foi desejada por Deus, mas foi resultado da exploração de um pelo outro. Deus criou os seres humanos com a capacidade de escolher o que é melhor para si próprio e para os seus. Se o ser humano usa esta capacidade para estimular sentimentos de cobiça, egoísmo, prepotência, Deus não tem nada que ver com isso e estaria retirando do ser humano a capacidade de escolha e livre-arbítrio, se de alguma forma resolvesse interferir.

Podemos resolver nossos problemas. Afinal, Deus é perfeito e nos fez capazes. Mas não é Deus quem não quer acabar com a pobreza, e sim uma pequena parcela de seres humanos que domina o poder econômico e político, acumulando, ao longo dos anos, privilégios e poderes incalculáveis, dos quais se recusa a abrir mão.

"Uma andorinha só não faz verão", assim como uma pessoa isolada — ainda que consciente — é incapaz de enfrentar um Golias tão grande. Mas, se nos unirmos, então nos tornaremos tão grandes e fortes quanto qualquer gigante, por mais atemorizador que este seja. Mas a luta deve ser para acabar com os privilégios, e não para substituir uns privilegiados por outros.

Como é que o patrão explora o trabalhador?

Para responder a essa pergunta, antes de tudo é preciso que exista uma sociedade, como a nossa, que possibilite tais relações de exploração entre patrão e empregados. Os donos do capital não ficam ricos porque vendem seus produtos mais caros no mercado, mas porque a eles é permitido pagar salários baixos.

A maneira de roubar o trabalhador é simples; por exemplo, um patrão "compra" a força de trabalho de 50 operários, que deverão produzir 500 estantes por mês. Cada estante será vendida a 3 mil reais, o que dá um total de 1 milhão e 500 mil. Desse dinheiro que o patrão recebe com a venda das estantes, 1 milhão é para pesquisa e projeto, matéria-prima, energia e aluguel do prédio, impostos, e eventuais perdas, juros de financiamento, encargos sociais etc., e ainda sobram 500 mil.

Dividido por 50 operários que efetivamente foram os fabricantes das estantes daria 10 mil PARA CADA UM. Acontece que o patrão paga um salário de apenas 1 mil e embolsa os 9 mil restantes. Ele enriquece à custa do empobrecimento e da exploração do trabalho dos outros.

Por que os trabalhadores não se revoltam contra os patrões?

Vendendo seu trabalho por pouco dinheiro, o trabalhador passa quase todo o seu tempo trabalhando e, mesmo assim, o que ganha mal dá para a sobrevivência, tornando-se eternamente dependente de um sistema que só valoriza o trabalho para o patrão, em vez do trabalho autônomo.

Aqueles que vivem da exploração do trabalho alheio, além de terem tempo sobrando paira lutar por seus privilégios — pois não precisam trabalhar tanto — , possuem muito dinheiro, retirado do trabalho de outras pessoas. Com isso, os ricos precisam lutar por uma coisa: manter seus privilégios de exploradores. Gastam verdadeiras fortunas, que não custaram o suor de seu trabalho, para financiar candidatos políticos, ou lançarem-se eles próprios na política, fingindo-se de interessados nas causas dos trabalhadores, a um de roubar-lhes também o seu voto. Infelizmente os trabalhadores sempre caem nesse golpe.

O resultado é que os donos do capital controlam o Estado, através de seus representantes, e nem mesmo a Justiça escapa; basta dar uma olhada nas penitenciárias e ver quantos ricos estão presos. O pobre não tem para onde correr e acaba achando que tudo isso está certo e o jeito mesmo é se conformar e ligar a televisão para se distrair.

Esquece que a televisão também pertence aos donos do capital, e nisso eles são bastante competentes, mantendo os telespectadores confortavelmente alienados. Por isso é fundamental dar toda a força e apoio às organizações de trabalhadores que, embora ainda em minoria, lutam para mudar esta situação.

O socialismo é melhor que o capitalismo?

Se no capitalismo quem explora o empregado é o patrão, no socialismo o patrão é o Estado. Tanto num sistema quanto noutro, o ser humano continua precisando vender seu trabalho a outro, por um salário ou crédito de compra no fim do mês. Claro que existem diferenças fundamentais: O capitalismo privilegia o capital. O socialismo privilegia o social. Ideologicamente são antagônicos, mas no dia-a-dia a coisa não é muito diferente. Tanto um sistema quanto o outro possuem um inimigo: a liberdade.

Os sistemas capitalista ou socialista divergem na maneira de distribuir os benefícios, mas são idênticos na forma de produzi-los. Ambos adotam o modelo industrial de desenvolvimento, baseado na exploração ilimitada dos recursos naturais limitados do planeta e na existência do trabalho alienado, ou seja, de pessoas que, impedidas de produzirem para si próprias, precisam produzir para outros. O objetivo deste modelo é sempre aumentar a produção. E este aumento não significa aumento igual na qualidade de vida dos que o produziram.

No mundo de hoje, tanto nos países capitalistas quanto nos socialistas, este aumento de produção criou mais privilégios e desperdício, poluiu e depredou o meio ambiente, e acumulou um arsenal de armas que pode destruir o planeta mais de 40 vezes! É preciso rever as ideologias, buscar novos caminhos, repensar os sonhos.

Como os ricos conseguem dominar o poder político?

Para chegar ao poder; num regime democrático, a via natural é a eleição. Mas eleições custam muito caro. Assim, os que têm mais dinheiro conseguem fazer uma campanha mais impressionante e persuasiva, e acabam levando a melhor. Depois, quando os trabalhadores percebem o erro que cometeram., é tarde demais. A menor parte da sociedade, no caso, a parte que tem dinheiro, governa a maior parte e, claro, nunca irá legislar no sentido de perderem seus privilégios, mas procurarão aumentá-los e protegê-los ainda mais. Isso tudo acontece sob a ilusão de estar-se praticando a democracia que, em rigor; significa a expressão da vontade da maioria. Na verdade, a maioria e um rebanho de ovelhas domesticadas conduzido por lobos espertos, que apenas se dão o trabalho de vestir uma roupa de ovelha na época das campanhas políticas. Tem dado certo — para eles — até agora. Mas até quando?

Toda lei deve ser cumprida?

Toda lei aprovada pelo Estado, em rigor; é legal, mas nem toda lei legal é legítima. Por exemplo: se o governo cria uma lei que proíbe o trabalhador de fazer greve, essa lei é legal, e, se não for respeitada, o governo pode prender ou demitir os infratores.

Entretanto uma lei como essa, apesar de legal, não é legítima, pois visa proteger os privilégios de poucos grupos empresariais, em vez de defender os interesses da maioria da população. Durante muito tempo, no Brasil, existiu uma lei como essa, que proibia greves. Os trabalhadores se organizaram, lutaram e conseguiram mudar isso.

A desobediência civil é a maneira pacífica de discordar de leis ilegítimas, ainda que legais, mas cada cidadão deve ter em mente os riscos que esta desobediência pode acarretar, não com a intenço de deixar de cometer o ato de desobediência, mas para tomar as precauções necessárias para que o ato seja eficaz. Os poderosos costumam ficar aborrecidos e violentos quando seus privilégios são ameaçados. Liberdade e segurança nem sempre andam juntas. Pessoas que pensam lutar por suas liberdades, mas não querem perder a segurança do cativeiro, acabam desiludidas logo no primeiro confronto. Somos livres somente quando temos capacidade para assumir riscos.

É dever de todo cidadão cumprir as leis aprovadas por seu país, assim como é sua obrigação lutar para modificar seu governo e as leis, se o governo aprovar leis que prejudiquem os interesses de seus cidadãos, ainda que perfeitamente dentro da legalidade. A paz deve ser fruto da justiça, e não pode haver paz entre governos e governados se líderes políticos estão sempre procurando um meio de enganar o povo.

Por que existe mais gente na cidade que no campo?

Toda lei aprovada pelo Estado, em rigor; é legal, mas nem toda lei legal é legítima. Por exemplo: se o governo cria uma lei que proíbe o trabalhador de fazer greve, essa lei é legal, e, se não for respeitada, o governo pode prender ou demitir os infratores.

Entretanto uma lei como essa, apesar de legal, não é legítima, pois visa proteger os privilégios de poucos grupos empresariais, em vez de defender os interesses da maioria da população. Durante muito tempo, no Brasil, existiu uma lei como essa, que proibia greves. Os trabalhadores se organizaram, lutaram e conseguiram mudar isso.

A desobediência civil é a maneira pacífica de discordar de leis ilegítimas, ainda que legais, mas cada cidadão deve ter em mente os riscos que esta desobediência pode acarretar, não com a intenção de deixar de cometer o ato de desobediência, mas para tomar as precauções necessárias para que o ato seja eficaz. Os poderosos costumam ficar aborrecidos e violentos quando seus privilégios são ameaçados. Liberdade e segurança nem sempre andam juntas. Pessoas que pensam lutar por suas liberdades, mas não querem perder a segurança do cativeiro, acabam desiludidas logo no primeiro confronto. Somos livres somente quando temos capacidade para assumir riscos.

É dever de todo cidadão cumprir as leis aprovadas por seu país, assim como é sua obrigação lutar para modificar seu governo e as leis, se o governo aprovar leis que prejudiquem os interesses de seus cidadãos, ainda que perfeitamente dentro da legalidade. A paz deve ser fruto da justiça, e não pode haver paz entre governos e governados se líderes políticos estão sempre procurando um meio de enganar o povo.

Por que os índios não são respeitados?

Começou com as Grandes Navegações. Os "descobridores" chegaram às terras indígenas e se apoderaram de suas riquezas, de sua terra, da saúde e da vida dos índios. Isso não aconteceu sem resistência. Os índios lutaram, mas o que poderiam fazer com arcos e flechas contra canhões? Essa violência do "civilizado" contra o “selvagem” não foi apenas coisa do passado. Infelizmente acontece hoje em todo o mundo. O índio continua vítima da ganância do "civilizado", que, em nome do desenvolvimento, continua fazendo a mesma coisa que os primeiros "descobridores". Na base desta relação está a visão arrogante de que aqueles que detêm a cultura do "civilizado" se acham no direito de submeter os povos de outras culturas.

Os índios viveram no Brasil durante 20 mil anos e souberam preservá-lo, enquanto que as gerações que vieram depois dos "descobridores" destruíram tudo em pouco menos de 500 anos. Não se trata apenas de defender os direitos dos índios à sua cultura e cidadania enquanto povos de nações autônomas, mas de aprendermos com eles a arte de viver em equilíbrio com o planeta. Além dos povos indígenas, sofrem este mesmo processo de destruição os chamados povos tradicionais, constituídos pelos caiçaras (vivem no litoral), caboclos (vivem no interior) e ribeirinhos (vivem nas margens dos rios).

Suas culturas e modos de subsistência estão em extinção, assim como os ecossistemas que habitam

O ser humano desespiritualizou a natureza para explorá-la sem culpa e, nessa exploração, acabou ele próprio desurbanizando-se. Os índios e os povos tradicionais não conseguiram entender tamanha loucura e foram as primeiras vítimas de um processo que, agora, começa a ameaçar o próprio invasor

Por que existem pessoas de cor diferente?

As diferenças entre as raças são os resultados de milhares dc anos de evo]ução genética em função da vida sob condições ambientais específicas. O branco é diferente do negro, assim como a mulher é diferente do homem., ou a espécie humana é diferente da espécie animal e vegetal, mas ser diferente não significa ser inferior!

A gente só pode ser igual quando tem o direito de ser diferente sem ser discriminado por isso!

Os preconceitos entre os povos são originados por teorias não-científicas e por preconceitos que procuram afirmar a superioridade de uns sobre outros, sobretudo desqualificando aqueles em que se identificam os sinais da suposta inferioridade. Existem muitos tipos de discriminação, não apenas as físicas, mas também as espirituais, as religiosas e as patrióticas. Todas são indignas.

Na África do Sul, até recentemente o racismo era declarado e o negro tem contra quem lutar. No Brasil, esse racismo é camuflado, pois não há impedimentos legais contra os negros ou qualquer outra raça, credo, sexo; entretanto, não se vêem negros em altos postos políticos, militares, econômicos ou religiosos. As mulheres, embora sejam mais da metade da população, também não ocupam postos de poder nessa mesma proporção. Os pais devem estar atentos, se pretendem ensinar seus filhos a respeitar as diferenças como um fato saudável entre as pessoas. Na natureza, a força nasce da diversidade, ou seja, da convivência entre as diferenças. Sempre que se elimina essa diversidade, começam as pragas e os desequilíbrios.

O exemplo vale por mil palavras: se a empregada doméstica, negra, é tratada com grosseria e impaciência, seu filho vai crescer achando que ela, por ser mulher negra e pobre, é inferior!

Como os explorados podem se libertar?

Se vai afundar na certa. Já com um navio, isso não acontece. Qualquer indivíduo sozinho, por mais consciente e inteligente que seja, é como um barquinho diante da fúria do mar Mas se ele se une a outros indivduos conscientes, fica tão forte como um grande navio, e o mar já não constitui perigo algum. Nada assusta mais os donos do poder que as organizações legitimamente populares e independentes. Por isso, eles fazem de tudo para desmobilizar e desestimular qualquer iniciativa de organização.

Os movimentos populares, apesar de ainda em número insuficiente para enfrentar o mal; constituem. uma esperança de libertação. O caminho dessa liberdade, no entanto, passa pela auto-suficiência, pela co-gestão, pela vida em pequenas comunidades autônomas, em um perfeito equilíbrio com a natureza. É ilusão acreditar em soluções grandiosas, feitas no calor dos discursos políticos.

Os partidos argumentam que só podem fazer alguma coisa depois que estiverem no poder. Quem garante que, uma vez no poder; não irão repetir os mesmos erros? Outras pessoas acham que só uma luta armada resolve. Está bem, vamos supor que os guerreiros tomem o poder Quem vai tirar as armas deles depois? E quem garante que elas não se voltarão contra o próprio povo que os ajudou?

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