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Comunicação Ambiental nas palavras do jornalista Vilmar Berna

O jornalista Vilmar Sidnei Berna foi uma das vozes da comunicação ambiental convidadas para o Intercom Norte 2008. Confira a entrevista concedida à Coordenadoria de Comunicação da UFRR. Berna é gaúcho, nascido em 11 de novembro de 1956, em Porto Alegre (RS). Vive em Jurujuba, Niterói (RJ), em frente à Baía de Guanabara, numa comunidade de pescadores artesanais, com os dois filhos e dois netos, do primeiro casamento e com a esposa e enteado do segundo casamento. A luta constante do jornalista pela formação da cidadania ambiental planetária foi reconhecida pelas Organizações das Nações Unidas, em 1999, no Japão, com o Prêmio Global 500 para o Meio Ambiente. Em 2002, recebeu o título de Cidadão Niteroiense e em 2003, o Prêmio Verde das Américas.



Ascom/UFRR - Porque você optou por jornalismo e porque trabalhar com as questões que envolvem o meio ambiente?

Vilmar Berna – Nenhum de nós veio a este mundo a passeio. Acho que a gente tem alguma função, algum legado para deixar para os próximos. Não tenho uma visão egoísta da minha existência, de que eu tenha vindo aqui só para passear ou me divertir. Eu procurei saber: onde poderia ser mais útil? Como contribuir para a sociedade em que vivo? Como ajudar nos problemas dela? Claro, que tivesse haver com o meu talento, com a minha capacidade de ajudar.

 



As escolhas por um modelo de consumo, por um modelo econômico predatório, concentrador de renda, de riquezas, tem levado o meio ambiente ao desastre por um lado, tem levado concentração de renda e a miséria por outro, tem levado a uma série de problemas: esvaziamento do campo; concentração na cidade; crescimento da favela na cidade, porque a pessoa não tem apoio no campo e vem pra cá; no campo pelo menos ela tem um nome, uma identidade, sabe plantar, conhece o tempo e as culturas, mas quando ela chega aqui na cidade é considerada analfabeta de pai e mãe e não tem o que fazer. Daí vai ganhar subsalários, vai ter que viver em margens de rios, ocupar áreas delicadas.

Por que as pessoas têm feito estas escolhas e por que as pessoas têm se mantido escolhendo coisas que são ruins para o meio ambienta e são ruins para elas? Porque ela não tem informação. Ela não recebe informação de qualidade que permita a ela avaliar qual é a melhor escolha que tem que fazer para ela, para família, para o tempo, para a cidade.

 


Os meios de comunicação têm trazido para a sociedade informações que não permitem a ela fazer um escolha adequada das coisas. Por que isso acontece? Você vê: eu não acredito em mídia que pertence a político, nem que seja dele pessoalmente, ou seja, ele por meio dos laranjas dela ou dos parentes dele. Por quê? Porque carece de credibilidade. Porque carece de credibilidade a informação que vem através de um político? Porque este político está comprometido ideologicamente ou com a situação ou com a oposição. Se ele está comprometido com a base aliada, com a situação, a regra é: “divulguemos tudo o que é bom e ocultemos tudo que é ruim”. Se ele está na oposição: “divulguemos tudo que está ruim na administração e ocultemos tudo o que é bom”. Não há compromisso com a verdade. O leitor, o ouvinte, o telespectador não consegue ter acesso à informação (não gosto da palavra ‘isenta’ porque na verdade não acredito em isenção) – mas ele não consegue ter acesso a uma informação ‘equilibrada’ - que tenha os lados: prós e contras, que tenha uma e outra opinião.

Então ele (leitor) acaba, por exemplo, elegendo um político. Recebe as informações que chegam para ele dizendo que o cara faz obras boas, que tem coisas maravilhosas e lindas. Ele não consegue dar uma paradinha, refletir e olhar para o bairro dele e vê que o bairro está uma porcaria. Então ao mesmo tempo em que a mídia está dizendo – “como esse cara é legal” – o leitor não faz uma comparação do tipo: “caramba, o meu custo de vida está uma porcaria; o lugar em que eu vivo está uma porcaria; o sistema de transporte é terrível”. Ele não faz essa relação de reflexão. O que vai acontecer na próxima eleição? Ele elege o cara de novo e elege quem o cara colocou lá! É um estelionato eleitoral que vem sendo praticado através da mídia, com apoio da mídia. Porque a mídia pertence aos políticos.

Foi feito um levantamento recentemente em todas as rádios e televisões da Anatel - agência que concede as regulamentações – e se fez um cruzamento com os nomes dos deputados, prefeitos, senadores e a lista bate: 271 veículos de rádio e televisão pertencem a políticos com nome, CPF e identidade de direita! Todos eles políticos conservadores. Políticos que querem que as coisas permaneçam como estão, porque do jeito que está tá bom, porque é do jeito que ele está apoiando e eles não querem que isso mude. Então o que acontece com a democracia? Numa democracia, quando você não está satisfeito com o Governo ou com uma administração de como a coisa pública está sendo conduzida, chega na eleição - você muda.

Mas quando você, através do meios de comunicação, é conduzido ao erro, e não percebe esta realidade, você continua mantendo no poder gente que não atende ao interesse público; continua com hábitos de consumo; comprando e se comportando de uma determinado maneira que o planeta não agüenta por um lado, porque tira recursos de lá, usa este recurso e joga fora. Não é só o poder político que domina a mídia. É também o poder econômico. Poder econômico ligado às empresas. Uma empresa que financia uma mídia não quer que esta mídia fale mal dela. Se não ela retira o apoio. Então por mais que a faculdade tente formar profissionais isentos, enquanto permanecer estes conluios estas ligações, enquanto não existir verbas e que elas sejam asseguradas pra mídia livre, enquanto ela não for livre a informação também não vai ser. E tanto o cidadão quanto o consumidor vão sempre fazer escolhas erradas.

Então para responder sua pergunta: por que jornalismo? Porque depois de fazer uma análise desse cenário, eu falei: onde eu posso ser mais útil? Sendo médico? Sendo engenheiro? Enfim, acho que a melhor maneira de ser útil é sendo jornalista. E um jornalista independente, não um jornalista dentro da estrutura, mas um jornalista dissidente. Isso tem um preço. O preço é que se eu entrar na mídia tradicional, serei demitido sempre! Eu tenho que praticar o jornalismo de uma tal forma que eu não dependa economicamente dele.

Ascom/UFRR – Como você avalia a responsabilidade social dos meios de comunicação no país?


Vilmar Berna – Eu comparo isso com o médico. A responsabilidade social de um médico é curar um paciente ou pelo menos amenizar a dor de um paciente. A responsabilidade de social de uma mídia é levar a sociedade a verdade, pelo o máximo que ela puder da verdade para que sociedade faça escolhas melhores. Não está acontecendo isso. Não é por acaso que o poder político e também o poder econômico compram e tomam conta de todas a rádios e Tvs, principalmente as rádios, porque a rádio atinge até mesmo aquela pessoa que não consegue ler. Então as rádios hoje estão nas mãos dos políticos conservadores. Os políticos que não querem mudanças, que estão associados ao poder. A responsabilidade social nestes termos da mídia não existe. Porque não há liberdade para o profissional falar contra aquele governo ao qual o político dono da rádio e patrão dele defende.


Agora como que a mídia vê a responsabilidade social dos outros? Aí fica mais confortável. A noção de responsabilidade social vem crescendo no Brasil já há algum tempo. Em parte pelo segmento da sociedade brasileira que vem ficando consciente, cobrando e apertando e não aceitando o progresso a qualquer preço, até porque já apostou nisso achando que aquilo atenderia suas necessidades e viu que só enriqueceu meia dúzia e não atendeu necessidade nenhuma; gerou foi mais problemas do que vantagens. Associado ao clamor internacional que está muito mais avançado do que no Brasil.

A opinião pública internacional, principalmente a européia, está muito mais rigorosa em cobrar das suas autoridades e das suas empresas, maior compromisso ambiental, associado a a globalização, que faz com que empresas cujas suas matrizes estejam na Europa, onde a legislação ambiental é mais restritiva e onde a opinião pública é mais exigente, ao colocar usa filiais em outros ponto do mundo, acabem tendo uma proatividade em relação a prática de responsabilidade social, prática de legislação que nem a própria lei do país exige e eles conseguem ir além, em função desta conscientização mundial que é crescente e que é uma vitória dos ambientalistas, dos dissidentes que conseguiram fazer (plantando ali e aqui)conseguiram que isso avançasse. Claro que existem outros fatores: toda vez que você tem um grande acidente ambiental a consciência ambiental, mundial e social avança.

No Brasil, este é um fenômeno recente, de alguns ano para cá. Antes as empresas sempre faziam algum tipo de ação que hoje é chamada de responsabilidade social, mas muito mais com um aspecto de filantropia. Hoje as empresas estão compreendendo. Antes a idéia era: 'eu cumpro minha função social que é gerar emprego e pagar impostos o resto não é função minha'; e as empresas percebiam que elas montavam quase que um oásis do muro para dentro - de um mundo ordenado das coisas funcionando direitinho, mas do mundo para fora era um caos. Então as empresas passaram também a começar a fazer intervenções nas comunidade em volta levando projetos e ações que pudessem melhorar a vida em volta.

Este movimento passou-se a chamar de responsabilidade social. Existe ainda muita mentira nisso. Tem muita empresa que retira da natureza um montão, que transforma esse recursos com a mão de obras das pessoas, que não tem cuidados ambientais adequados, que super exploram a mão de obra do trabalhador, e que depois faz alguns projetinhos e chama aquilo de responsabilidade social. Eu costumo dizer: Que para você ter certeza de que uma empresa faz responsabilidade social e que isso é realmente valoroso – é só ver se, na relação com o lucro dela aquela ação chega a 3%, 4% 5% por cento do lucro. Se é 'zero vírgula qualquer coisa' isso não é sério.


Se eu ganho um trilhão com a natureza e vou e aplico num programinha qualquer de preservação de tartaruga, gasto 200 mil reais e faço maior auê em cima daquilo, isso é um marketing mentiroso, do mais safado! Tem que se ter uma correlação entre o que eu invisto e chamo responsabilidade social com que eu retiro da natureza, isso ainda não há. Agora até isso vem melhorando. A idéia de que o lucro não deve vir a qualquer preço, mas deve ser acompanhado da ética e da responsabilidade social está crescendo na mentalidade empresarial deste país. Isso é visto com muito bons olhos por todo o mundo. Que este movimento cresça. Agora não vamos achar que todo mundo é mal nem que todo o mundo é bom. Aliás, é bom sempre esclarecer isso: não existe bondade, nem maldade absoluta! Não existe nem deuses nem demônios, cada um de nós somos um pouco destas coisas. O que faz a diferença entre as nossas boas e más ações são as nossas escolhas que são baseadas em nosso valores, na nossa ética e nas informações que a gente recebe.


Ascom/UFRR – Quais as ações ou ferramentas que você e sua equipe vem desenvolvido em prol desta idéia?


Vilmar Berna – Nós temos quatro intervenções de acesso público. Temos o site www.portaldomeioambiente.org.br. Aquela pessoa que já sabe o que quer e que tem possibilidade de recurso, tem acesso a internet e sabe a informação que precisa, ela encontra no portal. Aquela pessoa que não tem acesso a recurso, por alguma não domina as interfaces da informação e que prefere receber uma informação mais reduzida, então ela se inscreve para receber a revista do meio ambiente, que é uma revista impressa, na qual as informações são editadas e resumidas, ilustradas são colocados gráficos, de forma a faciltar melhor o acesso a informação. A gente também tem um cadastro que já tem 30 mil leitores, no qual eles recebem gratuitamente o boletim digital Notícias do Meio Ambiente.

O quarto produto é chama-se fórum Rebia (Rede Brasileira de Informação Ambiental). Ali o leitor interage com a informação, ele produz a própria informação, ele coloca a opinião dele, ele debate a opinião de outros. A gente criou seis fóruns: um nacional, que tem a proposta de tratar temas gerais, ambientais e nacionais e os fóruns regionais - Rebia Norte, Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste, todas conduzidas por voluntários.

Ascom/UFRR – Que visão você tem hoje da Amazônia e como você avalia o discurso do Governo em relação a região?


Vilmar Berna – Bom, são duas perguntas diferentes. A Amazônia, diferente da Mata Atlântica, diferente do Pantanal, dos outros ecossistemas, tem impacto global sobre o planeta, porque ela tem uma inflencia global sobre o clima. O El Niño ou La Niña, que é o aquecimento ou esfriamento do oceano pacífico, quando vem para área terrestre encontra o Andes, depois encontra a evaporação que vem da floresta amazônica, por isso vai entrar mais ou não vai entrar, alterando o clima. Se você observar: no mapa do Brasil, as chuvas do Paraná, que tem uma região agrícola forte como Santa Catarina, interior de São Paulo, tudo se deve a Amazônia.


O que acontece na Amazônia afeta o Brasil inteiro e afeta o planeta inteiro. Então não é nenhum absurdo que um africano, um europeu, um americano esteja preocupado com a Amazônia! Porque na verdade não é com a Amazônia que ele está preocupado, ele está preocupado também com ele!

O fato de estrangeiros estarem preocupados com a Amazônia significa por acaso que o brasilieiro não é competente para cuidar da Amazônia? O fato de eu estar preocupado com os arsenais nucleares dos Estados Unidos não significa que eu ache que o americano não é competente para cuidar do arsenal?


Há diferenças nas coisas; eu posso me preocupar sem que isso seja traduzido com uma intromissão. Só que no Brasil existe um nacionalismo que eu tenho muita desconfiança dele. Quando algum estrangeiro fala na Amazônia, que está preocupado com o desmatamento, fala-se: “você destruíram sua natureza e agora vem pra cá se preocupar com a gente... vocês tiraram um percentual enorme da floresta de vocês, nós não tiramos nem 10% por cento do que voces tiraram!” Fica sempre este dicurso vazio. Não é verdadeiro. A preocupação internacional com a Amazônia é justa e correta! O nacionalismo exacerbado que diz assim: “A Amazônia e o que a gente faz aqui é problema nosso!” - é falso - porque diferente da mata atlântica e do pantanal, a Amazônia tem impacto global.

Aí vem aquela pergunta: “E nós? Estamos cuidando bem da Amazônia”. Com as atuais taxas de desmatamento e queimadas que crescem sem parar? Agora em abril nós tivemos as maiores taxas da Amazônia. Desmatar a Amazônia é a melhor solução econômica? O povo da Amazônia está tendo a oportunidade de debatar isso e tomar estas decisões que estão levando a esta destruição? Ele está participnado da esfera de poder que estas decisões estão sendo tomadas? Ou estão tomando decisões pela Amazônia, sem que o povo daqui participe? São questão que precisam ser refletidas.

Agora quando um americano vem aqui e se associa a um povo indígena e coloca este povo indígena contra um brasileiro, neste sentido de preservar ou nas melhores das intenções, não é bom porque se provoca o dissídio, a guerra, a animosidade. É bom quando você está a serviço da paz e não da guerra. É uma ilusão você achar que vai preservar qualquer porção ecológica por mais linda que seja, querendo evitar que as pessoas usem ou entrem naquele lugar. É você achar que “o ser humano não presta; que ele é um predator; “eu quero preservar esta porção de floresta, vou comprar ela e não deixar ninguém entrar aí”. É um equívoco! Primeiro porque você está mandando o seguinte recado: “gente, vocês destroem tudo! Então aonde vocês estão podem continuar a destruir, aqui não! Aqui onde eu comprei ninguém mexe!” Não é uma boa política. Se você é estrangeiro, tem dinheiro e quer preservar a Amazônia, se associe ao povo! Não vem pra praticar animosidade. Venha se associar aos ribeirinhos, as associações de moradores, aos governos, prefeituras, procure saber quais intervenções pode fazer para ajudar o povo da Amazônia a preservar a Amazônia. Não é comprando floresta e não deixando ninguém mexer!

A Amazônia, ao contrário do que agente escuta por aí, não é nossa! A Amazônia pertecem a oito países. Inclusive, enquanto no Brasil a Amazônia ocupa mais ou menos 40% do território brasileiro. Na Bolívia, a Amazônia ocupa 80%. O que pertence ao Brasil é a Amazônia Legal, não é a 'Amazônia'. Então era bom a agente parar de fazer discurso nacionalista e passar a trablhar de maneira solidária com os demais povos amazônicos e com o planeta. Se quiserem ajudar – a ajuda é bem vinda, mas ajudar nos nosso termos! No que a gente precisa de ajuda. Não ajudar atrapalhando.


Ascom/UFRR - Qual é a importância e a força dos meios de comunicação chamados “alternativos” por você?


Vilmar Berna - A mídia são os veículos que chegam até a sociedade com as informações. A mídia se divide, a grosso modo, em: a grande mídia e a mídia alternativa. Alternativa porque ela é alternativa a essa grande mídia. Então você tem a grande mídia como por exemplo: Rede Globo - Jornal Globo, TV Globo, Rádio Globo e as mídias alternativas que podem ser institucionais, não-institucionais, especializadas ou não, de bairros, regionais. São aquelas mídias que estão afastadas do jogo do poder, porque não há interesse do poder político e econômico de controlar estas mídias. Porque elas tem baixas tiragens, são pequenas no alcance do povo e porque normalmente elas não se propõe a alcançar o povo. Elas se propõe a alcançar grupos pequenos mesmo, seja de uma universidade, seja de um sindicato, seja de um público especializado de engenheiros de ambiamtalistas. Ela não tem a proposta de alcançar a massa.

Então o poder político-econômico se concentra nas mídias de massa, de grande tiragens de grande audiência. E ali eles procuram manipular, controlar e há uma atenção muito espcial sobre as rádios, sobretudo pelos políticos de direita, os conservadores, aqueles que querem manter as coisas como estão. Pior que com as rádios eles atingem o eleitor analfabeto. Então aquelas pessoas que tem um olhar mais crítico sobre a realiade, encontra a possiblidade de receber um informação menos manipulada pelo poder político-econômico nas mídias alternativas. É importante valorizar esta mídia alternativa. Que você tenha acesso a um veículo de massa para ter a visão de um panorama geral, mas não pense que com isso você está informado, porque não está! Cuidado com as escolhas que você faz porque você leu por exemplo no jornal o Globo, Jornal do Brasil ou no Tribuna do Norte alguma coisa – cuidado! Aquilo lá pode ser mentira! Principalmentes se você for técnico. Seguramente você não vai encontrar assuntos técnicos do seu interesse nesta grande mídia, que permita fazer escolhas melhores na sua profissão ou atividade.


Ascom/UFRR - Que oportunidadeos novos profissionais ou novos talentos de comunicação, seja jornalismo, publicidade podem vislumbrar fazendo responsabilidade social ou trabalhando em prol do meio ambiente?

Vilmar Berna – Não trabalhe com a idéia de que há um emprego te esperando no final do teu curso. Não trabalhe com esta expectativa, porque você vai ser frustrar! Não há! Eu sugeriria trabalhar com a idéia do empreendedorimso, ou seja, você próprio empreender o seu negócio, não sozinho, se associe a um colega, já na faculdade, já comece ali fazendo o jornalzinho da faculdade, do grêmio, pode criar algo a parte.

Ascom/UFRR - Você esteve participando do último Intecom Norte 2008, qual a sua visão do nosso Estado e da realização do evento em Roraima?

Vilmar Berna
– Um povo com capacidade de gerenciar melhor o seu destinado é um povo mais bem informado. A Região Norte tem um ecossistema chamado Amazônia. O povo da Amazônia precisa ter acesso informações ambientais, sociais, econômicas de qualidade, não informações tendenciosas, manipuladas. Isso não leva o povo a fazer escolhas democraticamente melhores.




Fonte: Universidade Federal de Alagoas.

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