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Estética e Felicidade

Existem mentiras e meias verdades que o mercado apresenta como verdade e as pessoas não costumam questionar. Se isso não significasse infelicidade, tudo bem, mas o problema é que fazem as pessoas gastarem dinheiro e ainda ficam infelizes tentando ser o que não são e deixam de sentir o prazer de serem como são.

Por exemplo, quem disse que gordura é sinônimo de doença? Essa é uma das mentiras que o mercado adora repetir para que as pessoas emagreçam e tentem permanecer magros, gastando rios de dinheiro em academias e laboratórios, como se ser magro fosse garantia de adoecer menos. Se isso fosse verdade, seria fácil para os donos de farmácias, laboratórios, hospitais que teriam nos gordos seu público alvo para enriquecer.

Também é mentira que os gordos tendam a morrer mais ou ficar mais doentes que os magros. É mentira que ser magro é garantia de correr menos riscos com doenças ou mortes. Não estou falando de doença, estou falando de biotipo. Claro que existe a obesidade ou a magreza patológica, aí sim, doenças que precisam ser tratadas por que impedem a vida normalmente.

A indústria do emagrecimento sabe que não pode usar o argumento da saúde, pois ele não se sustenta, por isso usam o da beleza. Vendem um padrão de beleza que não existe no cotidiano, e os consumidores passam a vida sentindo-se infelizes com seus corpos, quando deveriam se sentir felizes, maravilhosos, sensuais, por que são como são, gordos ou magros, pretos ou brancos, morenos, loiros, cabelos cacheados, lisos ou enroladinho, etc.

Quanto à atividade física, é uma questão de gosto. Tem gente que gosta e se sente bem, tem gente que não gosta. E mais uma vez, uma pessoa com bom condicionamento físico não significa que esteja com mais saúde, se não atletas não morreriam nem teriam problemas de saúde, ainda que se comparados em relação a quem não faz exercício. O problema, mais uma vez, é quando a falta de atividade física, ou a atividade em excesso, impedem de alguma forma que a pessoa seja feliz ou desenvolva suas atividades normalmente. O mercado, mais uma vez, vende a mentira de que o ócio, a preguiça, são pecados mortais a serem combatidos, por que precisa que as pessoas produzam excedentes para a mais-valia, e até mesmo o lazer, o ócio, têm de ser produtivos de alguma forma (ou seja, ou fazer a pessoa gastar ou ganhar dinheiro). Novas mentiras que infelizmente as pessoas tendem a assumir como verdade sem sequer questionarem, sem sequer ouvirem seu próprio organismo reclamar, ou mesmo a razão reclamar.

O ideal seria que as pessoas pudessem sentir prazer em ser como são em vez de pretender padrões de beleza que não condizem com a realidade. Basta olhar à nossa volta para perceber que dificilmente se encontram tais belezas em nosso cotidiano. As pessoas são naturalmente gordas ou magras, altas e baixas, feias e bonitas, cada um de acordo com seu biotipo que herdou da natureza através de seus pais e avós. Mas, infelizmente, nos desligamos tanto da natureza e nos tornamos tão infelizes com os modelos que o mercado arranja para nós, onde só conseguimos nos adaptar não sem muito esforço, e esforço que tem de ser permanente, que são poucos os que conseguem se curtir e se sentir felizes assim mesmo, como são. E fica cada vez mais difícil encontrar um parceiro que goste da gente exatamente por que somos assim. Mas quando a gente encontra, se apaixona para sempre.

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