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Caça Ecológica – Aberração Ética

O principal argumento usado pelos caçadores, auto-intitulados ecológicos, para matar suas presas é a necessidade de evitar a superpopulação de uma determinada espécie – naturalmente a que vai ser caçada. Trata-se de uma falácia, baseada numa meia verdade, É verdade que há necessidade de se manter o controle das espécies silvestres. A superpopulação provoca falta de alimentos, doenças, desequilíbrios ecológicos ou pode prejudicar não apenas um grupo ou outro de indivíduos, mas todas a espécie. Entretanto não é verdade que a melhor forma de se efetuar esse controle populacional seja através da caça.

O equilíbrio ecológico numa cadeia alimentar acontece naturalmente, primeiro, se houver vegetais, gramínias e plantas em abundância, suficiente para alimentar os seres primários, ou vegetarianos. Estes seres, como cavalos, cervos, coelhos etc., fazem as funções de agricultores e jardineiros, mantendo os vegetais sempre produtivos.

Os seres vegetais, por sua vez, podem aumentar muito de número consumirem toda a vegetação, o que provocaria a morte de todas por falta de alimentos. A natureza, então, estabeleceu seu próprio esquema de controle. Para isso existem os animais carnívoros. Eles mantém as populações de seres vegetarianos sempre num determinado equilíbrio. Exemplo desses carnívoros são a onça, a águia, cobras etc. Uma característica importante desse equilíbrio natural é que o número de indivíduos é proporcional entre si, ou seja, existe muito mais vegetais que animais vegetarianos, e muito mais animais vegetarianos que animais carnívoros, formando um tipo de pirâmide alimentar. Isso quer dizer que, ao avistarmos uma onça num determinado ecossistema, significa que naquele lugar existem muitos animais vegetarianos e muitas plantas. A onça na verdade, não é um ser isolado dentro daquele contexto, mas uma componente de uma estrutura só, formada por plantas, bichos vegetarianos, bichos carnívoros. Quando os fazendeiros queimam as florestas para plantar pastos para o gado, automaticamente destróem as possibilidades de alimentos para a onça. Com fome, este animal invadirá as fazendas.

A forma de se evitar o desequilibro é assegurar a existência de ecossistemas do tamanho necessário para suportar a existência dos animais silvestres. Essa é a primeira providência se alguém quiser mesmo manter os controles populacionais dos animais naturais de uma determinada região onde esteja havendo superpopulação.

Felizmente, ainda há tempo. Os caçadores podem constitui-se em aliados importantes, caso pretendam mesmo auxiliar no controle das superpopulações e contribuir na recuperação do equilíbrio ecológico. Em vez de armas de fogo, deveriam usar máquinas fotográficas, elaborar mapas minuciosas sobre a ocorrência e número de animais, a fim de se estabelecer um plano de manejo do ecossistema. Do ponto de vista esportivo, vencedor seria aquele que conseguisse identificar a melhor presa, fotografá-la, mapear sua posição fazer um diagnóstico das condições de sobrevivência e situação do seu ecossistema, sem tocar na presa, e sem ser notado por ela. E mais. Depois de tomada as medidas de manejo e reequilíbrio natural, voltar, o mesmo local e fotografar novamente a presa. De campeões da morte, estas pessoas se tornariam campeões da vida.

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