Busca de navegação

Navegação

Busca

Siga-me por RSS Siga-me no Facebook Siga-me no Twitter Siga-me no LinkedIn Siga-me no Google+

Comunicação Ambiental Para a Parceria

Ninguém, por mais poderoso que seja, tem o poder de salvar sozinho o Planeta. As pessoas e as instituições sabem disso e cada vez mais buscam o diálogo e a parceria. Neste cenário, as instituições e multiplicadores de opinião precisam de informação correta sobre quem é quem, e o que ocorre no meio ambiente, a fim de manterem-se em dia com os acontecimentos e ao mesmo tempo estabelecerem suas estratégias de ação e escolher parceiros.

O problema é que, apesar de existir uma grande quantidade de informações disponíveis sobre meio ambiente, elas encontram-se dispersas e pouco sistematizadas e isso prejudica o estabelecimento de parcerias e mesmo a mobilização da cidadania ambiental. Os diferentes atores envolvidos na tarefa de democratizar a informação ambiental, embora demonstrem grande disposição para troca de experiências, ainda têm pouco conhecimento sobre as atividades de seus pares. Daí a grande importância de ferramentas como a REBIA – Rede Brasileira de Informações Ambientais, proposta pelo autor no site www.portaldomeioambiente.org.br para a construção de “espaços” de diálogo e trocas presenciais e virtuais, mas que também criem formas de sistematização e disponibilização dos conteúdos e informações produzidas.

Entretanto, se o grande público ainda vê a questão ambiental de forma meio romântica, com se fosse um tema mais ligado às plantas e aos bichos, os multiplicadores e formadores de opinião, por outro lado, absorveram o tema de forma muito mais profunda. O divisor de águas foi a RIO 92. Antes, quem mais se dedicava ao tema ambiental eram os chamados ambientalistas, vistos quase sempre como ‘eco-chatos’. Após a RIO 92, a questão ambiental foi absorvida também mais intensamente por associações de moradores, sindicatos, governos, empresas e o movimento ecológico deixou de ser uma voz solitária a pregar num deserto.

Também cresceu a percepção de que a solução dos problemas ambientais e a gestão ambiental, assim como a implantação das Agendas 21 locais, os processos de licenciamentos ambientais para atividades poluidoras e a definição dos limites e modelo de crescimento locais, dependem fundamentalmente da capacidade de Governos, Empresas, Universidades estabelecerem parcerias e diálogo entre si e com as instâncias organizadas da Sociedade Civil, como as ONGs (Organizações Não-Governamentais), tanto ambientalistas quanto comunitárias, sindicais, profissionais, etc. É consenso entre todos de que só há diálogo e parcerias se houver também informação de qualidade, transparente e, sobretudo, com fluxo permanente.

Este segmento da sociedade brasileira interessada nas questões ambientais dispõem de alguns poucos e heróicos veículos especializados em meio ambiente como o Jornal do Meio Ambiente, editado pelo autor, a Folha do Meio Ambiente (DF), o Jornal Terramérica (SP), as revistas JB Ecológico, Eco 21, Ecologia & Desenvolvimento, Saneamento Ambiental, Meio Ambiente Industrial, Gerenciamento Ambiental, entre outros, em sua maior parte distribuídos nacionalmente e por mala direta. Isso demonstra que, apesar de não ser em número suficiente para interessar à Grande Mídia, o público interessado nas questões ambientais no Brasil é suficientemente numeroso para admitir segmentação por área de interesse.

Entretanto, se somarmos todas as tiragens dos veículos impressos, os telespectadores e ouvintes e os internautas da mídia ambiental brasileira, por mês essa mídia deve alcançar algo em torno de 1 milhão de pessoas. Num país com 170 milhões de pessoas, não deixa de ser um esforço ainda muito pequeno diante da enormidade da tarefa de democratizar a informação ambiental no Brasil, uma tarefa que exige o esforço não só dos veículos da mídia especializada como também dos veículos da Grande Mídia, o esforço do mercado e também das ONGs e dos Governos já que sem informação não há nem formação de cidadania muito menos sua mobilização na defesa dos seus direitos a um meio ambiente ecologicamente equilibrado como garante a Constituição Brasileira. E, claro, outro setor que perde muito são as empresas e os governos que precisam de veículos fortes para divulgarem suas novas imagens ambientais.

Os principais veículos da mídia especializada em meio ambiente no Brasil estão empreendendo um esforço para criar a Ecomídias – Associação Brasileira de Mídias Ambientais, a fim de enfrentar a enorme dificuldade que encontram para o financiamento de seus veículos já que todas as verbas de publicidade dos órgãos do Governo e do Mercado, costumam ser destinadas à Grande Mídia.
Os jornalistas especializados em meio ambiente, por sua vez, criaram a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental que reúne cerca de 250 profissionais. São jornalistas que produzem diariamente informações para os seus veículos seja da chamada Grande Mídia, seja da Mídia especializada, seja nas assessorias de comunicação em empresas, órgãos de governo e organizações do Terceiro Setor.

Também é importante ressaltar o papel da chamada mídia institucional, como os boletins e jornais de ONGs, empresas, governos, associações, com tiragem limitada e circulação interna junto ao seu público alvo e outros interessados. São mídias importantes para garantir uma regularidade de informações junto aos associados e público-alvo sobre suas atividades, campanhas, etc já que as mídias especializadas em meio ambiente não conseguem priorizar as ações das instituições em todas as suas pautas como elas gostariam.

Cada veículo novo que surge na área ambiental, cumpre uma importante função social. Não só significa aumento de postos de trabalho para profissionais especializados, como também se constitui num fator a mais de favorecimento do diálogo entre os diferentes setores da sociedade que precisam estabelecer parcerias entre si em direção a um desenvolvimento sustentável. Sem informação, não há diálogo, muito menos, parcerias.

Os países membros da ONU aprovaram durante a RIO 92 a Agenda 21, como um roteiro a ser seguido em direção ao desenvolvimento sustentável. Em seu capítulo 40, sobre Informação Para a Tomada de Decisões, os signatários recomendam que "sempre que existam impedimentos econômicos ou de outro tipo que dificultem a oferta de informação e o acesso a ela, particularmente nos países em desenvolvimento, deve-se considerar a criação de esquemas inovadores para subsidiar o acesso a essa informação ou para eliminar os impedimentos não econômicos."

Os representantes dos países signatários justificam essa medida ao reconhecer que "em muitos países, a informação não é gerenciada adequadamente devido à falta de recursos financeiros e pessoal treinado, desconhecimento de seu valor e de sua disponibilidade e a outros problemas imediatos ou prementes, especialmente nos países em desenvolvimento. Mesmo em lugares em que a informação está disponível, ela pode não ser de fácil acesso devido à falta de tecnologia para um acesso eficaz ou aos custos associados, sobretudo no caso da informação que se encontra fora do país e que está disponível comercialmente."

O que os países da ONU, inclusive o Brasil, perceberam claramente é que sem democratização da informação ambiental dificilmente haverá pleno desenvolvimento da cidadania ambiental, prejudicando o diálogo e o estabelecimento de parcerias entre os diferentes setores da sociedade brasileira envolvidos com a questão ambiental.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Informações Adicionais

DMC Firewall is developed by Dean Marshall Consultancy Ltd