Dos anos 80 para cá, o que mudou no jornalismo brasileiro em relação à forma de lidar com as questões ambientais? Com a ECO-92, houve um boom de pautas ecológicas nos meios de comunicação. Após esse evento, podemos dizer que o modo de fazer jornalismo ambiental melhorou?
Vilmar: A democratização da informação ambiental é fundamental para o exercício pleno da cidadania crítica e participava, pois quando as pessoas, o povo, ou as organizações não dispõem de informação de qualidade, fica comprometida a capacidade de fazer escolhas entre as diferentes alternativas e caminhos. Nossa sociedade, por exemplo, passou muito tempo recebendo informações apenas sobre um determinado tipo de modelo de desenvolvimento, predatório, poluidor e injusto. É compreensível que ainda seja dominante a idéia de que os seres humanos têm o direito de usar o Planeta como um armazém inesgotável de recursos e uma lixeira infinita. Entretanto, para quem vem acompanhando a evolução dessa consciência especialmente nas últimas duas décadas, existem motivos de sobra para termos esperanças. Ainda há tempo para salvar o Planeta, e a nós próprios. Nosso estilo de vida ainda irá provocar muitos danos e poluição ambiental, sem dúvida nenhuma, mas é inegável que aumenta ano a ano a consciência ambiental em todos os países, especialmente no Brasil, país de maior mega-diversidade do Planeta.
Vilmar: A democratização da informação ambiental é fundamental para o exercício pleno da cidadania crítica e participava, pois quando as pessoas, o povo, ou as organizações não dispõem de informação de qualidade, fica comprometida a capacidade de fazer escolhas entre as diferentes alternativas e caminhos. Nossa sociedade, por exemplo, passou muito tempo recebendo informações apenas sobre um determinado tipo de modelo de desenvolvimento, predatório, poluidor e injusto. É compreensível que ainda seja dominante a idéia de que os seres humanos têm o direito de usar o Planeta como um armazém inesgotável de recursos e uma lixeira infinita. Entretanto, para quem vem acompanhando a evolução dessa consciência especialmente nas últimas duas décadas, existem motivos de sobra para termos esperanças. Ainda há tempo para salvar o Planeta, e a nós próprios. Nosso estilo de vida ainda irá provocar muitos danos e poluição ambiental, sem dúvida nenhuma, mas é inegável que aumenta ano a ano a consciência ambiental em todos os países, especialmente no Brasil, país de maior mega-diversidade do Planeta.
É uma grande ironia constatar que muito da evolução da consciência ambiental da sociedade se deve à tomada de conhecimento de grandes problemas e acidentes ambientais. Então, não é errado dizer que a imprensa tem sido determinante na formação de uma opinião pública sensível à questão ambiental. Este é um caminho sem retorno que só tenderá a crescer diante de leis que se tornam cada vez mais rigorosas, diante da demanda crescente por capacitação e formação ambiental que tem resultado no aparecimento de cursos de especialização, graduação e pós-graduação em meio ambiente em todo o país, o aumento de títulos sobre temas ambientais nas livrarias e bancas de jornais e revistas, o aumento de programas de televisão e rádio com o tema ambiental, o investimento das empresas e centros de pesquisa no desenvolvimento de novas tecnologias e produtos mais limpos, a quantidade de prêmios ambientais e de encontros, seminários, eventos nacionais e internacionais ligados à questão ambiental.
Hoje, ainda são muitas as dúvidas e incertezas sobre os novos caminhos e alternativas na direção de um modelo de desenvolvimento ambientalmente sustentável e socialmente mais justo, principalmente devido à falta de informação ambiental em quantidade e qualidade e à falta de alternativas tecnológicas viáveis economicamente. Trata-se apenas de uma questão de tempo para que estas lacunas sejam preenchidas, pois cresce a cada dia a quantidade de pessoas que buscam informações ambientais e se há mercado, a tendência é haver mais veículos de comunicação seja especializados em meio ambiente, seja com a inclusão dos temas ambientais nas pautas dos veículos tradicionais. Igualmente, é crescente o surgimento de novas tecnologias ambientais como assistimos ano a ano em feiras e eventos de meio ambiente industrial, entre outros.
Entretanto, há limites para a democratização da informação ambiental. Enquanto para a maioria das pessoas notícias sobre impactos e danos ambientais, principalmente diante de grandes acidentes, podem sensibilizar e contribuir para o despertar da consciência ambiental, para outras pode significar a necessidade de aumentar o controle e a posse aos recursos naturais ameaçados a fim de tomar para si tudo o que puder antes que o recurso acabe ou se comprometa de vez.
Assim, no basta apenas democratizar a informação ambiental, é preciso que ela esteja de mãos dadas com a educação ambiental comprometida em formar cidadãos mais críticos e participativos, e também menos egoístas e mais solidários. No fundo, uma questão de espiritualidade e cultura, onde ao nos tornarmos ambientalmente mais responsáveis nos tornamos também pessoas melhores, mais solidárias e éticas e menos egoístas, não só com os nossos semelhantes, mas com todos os seres vivos tripulantes deste planeta como
nós.
As matérias sobre meio ambiente publicadas na grande mídia raramente são positivas, pois há a idéia de que o "caótico" vende mais. Como reverter essa situação?
Vilmar: A Grande Mídia segue as regras do mercado, informando ao público o que ele quer saber. Assim, os veículos procuram incluir em suas pautas um pouquinho de tudo: política, economia, moda, esportes, comportamento, etc. O público quer saber sobre um determinado acidente ou problema ambiental, então a grande mídia abre manchetes e primeira página. E à medida que o problema vai perdendo a visibilidade, também vai desaparecendo do noticiário. O sucesso de um veículo na Grande Mídia está muito relacionado à
capacidade do seu editor em sintonizar-se com o que seu público-leitor quer saber. É preciso compreender o que motiva a nossa curiosidade, e que nos impulsiona a querer saber mais, querer comprar uma notícia. O cachorro morder a moça não é notícia, mas a moça morder o cachorro é. Uma empresa cuidar adequadamente do meio ambiente não é notícia, mas o acidente ambiental que ela provoca é. Uma rodovia cheia de carros indo e vindo não é notícia, mas um acidente é. Vizinhos convivendo em paz a vida toda não é notícia, mas uma briga entre vizinhos é. E assim por diante. Não se deve responsabilizar a mídia por isso.
Antes eu percebia mais claramente que a Grande Mídia só se ocupava dos temas ambientais quando eram desastres. Hoje, percebo que isso está sendo superado lentamente. Já vejo com alguma freqüência a chamada Grande Mídia realizando boas coberturas ambientais, às vezes até com mais vantagens em termos de qualidade sobre a mídia especializada, por dispor de maiores recursos e meios. O volume de informações e a complexidade da questão ambiental justifica a existência de setores e espaços para a informação ambiental na chamada Grande Mídia, e também na mídia especializada. Enquanto a Grande Mídia disputa espaço com os variados temas do cotidiano, como política, moda, esportes, violência, etc., a mídia especializada em meio ambiente enfrenta o desafio de abrigar em sua pauta a complexidade do tema ambiental, que vai desde as questões da ecologia natural até a ecologia humana, envolvendo aspectos econômicos, ambientais, sociais, culturais, etc. A Grande Mídia e a mídia ambiental especializadas são complementares entre si.
Quais são os princípios adotados pela Revista do Meio Ambiente para um jornalismo ambiental com ética e qualidade?
Vilmar: A comunicação ambiental, como qualquer atividade humana, não é neutra. Trata-se de uma técnica, um instrumento, que tanto pode estar a serviço de grupos e pessoas empenhadas sinceramente na defesa do meio ambiente, quanto movidas por interesses individuais ou corporativos que contratam profissionais para tentar passar uma imagem de ambientalmente responsáveis, sem ser, para se apossarem de recursos naturais ameaçados antes que se tornem indisponíveis ou caros demais tirar de onde está. Diante da impossibilidade de neutralidade, o profissional de comunicação ambiental precisa balizar sua conduta por um código de ética ambiental. Na Revista do Meio Ambiente adotamos princípios éticos.
Você é favorável à criação de uma editoria específica de meio ambiente nos grandes veículos de comunicação?
Vilmar: O Jornalismo em geral não dá conta de tantos temas tão específicos, notadamente o ambiental, com toda a sua complexidade. É uma utopia imaginar que o Jornalismo não vá precisar de especializações ou que todo profissional de comunicação irá receber uma capacitação que dará conta de todo o conhecimento específico que precisará para o adequado exercício de suas atividades. Por isso sou favorável às editorias de meio ambiente nas mídias não-ambientais. Entretanto, é preciso tomar o cuidado de não gerar distorções, para que o jornalismo especializado não vire um compartimento estanque e impermeável nas redações. Para o profissional que se especializa e investe tempo, conhecimento e dinheiro em sua área de conhecimento
específico, ser respeitado é bom e todo mundo gosta, além de assegurar seu nicho de empregabilidade, mas corre o risco do tema deixar de ser pauta nas demais editoriais, e isso não será bom já que o meio ambiente é umn tema transverso.
Falar em jornalismo ambiental e elaboração de pautas ecológicas é abordar, ao mesmo tempo, a questão do consumo consciente. Como, então, vencer a batalha contra a indústria publicitária, financiadora da grande mídia?
Vilmar: Ninguém precisa ser 100% ecologicamente correto - até por que isso não existe - para só aí ter o direito de anunciar numa mídia ambiental. Assegurar espaço na mídia ambiental para a publicidade de poluidores que querem divulgar aspectos ambientais positivos de seus avanços ambientais é também uma forma de estimular estes avanços e fazer uma educação ambiental entre os poluidores que podem se sentir desafiados a também investirem em meio ambiente, como seus concorrentes. O problema é quando um veículo ou um profissional de comunicação aceita qualquer tipo de constrangimento, direcionamento ou mesmo assume posturas de auto-censura em relação a um patrocinador. Impedir isso é muito simples, é só assegurar espaço a todos os lados diferentes envolvidos numa questão ambiental, ainda que afete seu anunciante poluidor. Se alguém tem de ser anti-democrático, que seja o anunciante que retira sua publicidade por que não está gostando da liberdade de opinião do veículo que financia. Deveria refletir antes sobre a oportunidade interessante que é anunciar num veículo que tem a liberdade para criticar, pois isso atrai leitores interessados realmente na questão ambiental, exatamente aquele tipo de leitor crítico em relação ao patrocinador, e que terá a chance de talvez mudar de opinião ao receber também as informações que ele desconhecia. Quanto à Revista do Meio Ambiente trata-se de um veículo de comunicação especializado em meio ambiente e comprometido com a verdade e a democratização da informação onde asseguramos espaço, com o máximo de isenção possível, a ambientalistas, empresas, governos e a todos que produzam ou necessitem democratizar informação ambiental. Assim, consideramos bem vindos apoios, parcerias, patrocínios, colaborações de Empresas, ONGs, Governos, poluidores ou não, desde que estas não pretendam interferir ou influenciar direta ou indiretamente na linha editorial ou na pauta. Cabe ao leitor o direito de escolher o que quer ler e julgar a informação, dispondo também do Espaço do Leitor para expor sua opinião, crítica, concordância, discordância. No item 4 de seu código de ética, como regra geral, a Revista do Meio Ambiente assume que deve dar espaço para todos os lados envolvidos em todas as controvérsias ambientais que estiver cobrindo.
O acesso à informação ambiental de qualidade é indispensável ao exercício da cidadania na defesa dos seus direitos e no exercício de seus deveres, por um meio ambiente melhor e preservado. A Lei nº 9.795 de 27 de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, define em seu art. 5º, inciso II, como um dos objetivos fundamentais da educação ambiental a garantia da democratização das informações ambientais. E isso é perfeitamente compreensível pois os jovens de hoje, por exemplo, serão adultos num mundo que exigirá deles uma capacidade não só de dizer não às agressões ambientais, mas de dizer sim a um modelo de desenvolvimento que garanta a qualidade de vida humana sem destruir o planeta. Neste sentido, a escola assume um papel fundamental de estimular a cidadania ambiental do aluno, e uma das maneiras mais eficientes de se fazer isso é trazendo o contemporâneo para a sala de aula, aproximando o cotidiano vivido pelos alunos. Por isso, vejo o encontro do jornalismo ambiental com a educação ambiental como fundamental e desejável. O ideal é que a educação ambiental formal utilize jornais em sala de aula, ou mesmo vídeo com programas e shows com temas ambientais como motivadores para aulas interessantes e, sobretudo, próximas da realidade vivida. Desta forma, a educaço ambiental pode ajudar o aluno a pensar criticamente sobre sua realidade e também influir sobre ela.
Jornalismo ambiental "stricto sensu", no Brasil, existe predominantemente na Internet. Você acha que essa área do jornalismo ficará restrita a esse tipo de mídia, por ser mais democrática?
Vilmar: A internet é uma ferramenta nova e superpoderosa para a democratização da informação de uma maneira geral, inclusive a ambiental. Ainda assusta, é mal empregada, é utilizada abaixo de sua potencialidade, as agências de publicidade e os grandes anunciantes ainda não perceberam o potencial comercial que representa, mas é inegável que veio para ficar e ocupar cada vez mais espaços e importância em nossas vidas. E, é sempre bom lembrar, informação é poder. Sem acesso à informação, as lutas dos cidadãos por seus direitos e mesmo o exercício de seus deveres, ficam bem mais difíceis.No caso ambiental não é nem pelo fato de ser um veículo democrático, mas por que a internet deu ao conceito de aldeia global a sua real dimensão. No campo ambiental, cujas lutas são locais e globais, já que a poluição não respeita fronteiras, além de uma ferramenta poderosa de informação é uma ferramenta que proporciona a interatividade, a articulação e o exercício de cidadania, ampliando a capacidade de luta e dando voz aos cidadãos de todo o planeta na defesa de seus direitos a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Num país de dimensões continentais, como o Brasil, e com problemas ambientais que ultrapassam muitas fronteiras, a Internet veio ocupar uma lacuna onde antes não existia nada, talvez só o telefone, ou o telex, com todas as suas limitações. É importante que as novas gerações, que já nascem na 'era Bil Gates' tenham acesso a esta tecnologia pois, assim como a leitura foi importante na 'era Guttemberg', o mesmo se dará agora com a internet, sem excluir, claro, a cultura do papel, mas convivendo em sinergia. E o ideal é que esse processo de inclusão digital se dê pelo método semelhante ao do Paulo Freire, que alfabetiza ao mesmo tempo em que conscientiza e estimula a formação da cidadania. Vejo a evolução da internet, grosso modo, em três ondas. A primeira, a do domínio dos equipamentos; a segunda, dos programas; e a terceira, a que estamos vivendo mais intensamente hoje, a dos conteúdos e interatividade. Cresce a cada dia a quantidade de sites com conteúdo informativo, especialmente no campo ambiental, o que contribui para popularizar a internet e torná-la cada vez mais atrativa, pois raramente alguém não encontra o que procura e, quase sempre, consegue se surpreender positivamente com o que encontra, abrindo a sua frente um leque de possibilidades. Por mais que a internet ainda seja um luxo para uma pequena parcela da população brasileira, em torno de 10%, ou 17 milhões de brasileiros, a tendência desses números é crescente. Ainda serão muitos os excluídos digitalmente e talvez mais da metade da população brasileira jamais venha a sequer chegar perto de um computador, mas o segmento da população brasileira incluída digitalmente ainda crescerá muito, e mesmo os números de incluídos digitalmente hoje, já são maiores que o número de habitantes de países europeus, revelando o Brasil como um mercado consumidor que só demandará mais investimentos por parte dos fabricantes de equipamentos, desenvolvedores de programas e de conteúdos para a Internet, o que significará mais empregos em todas as frentes, inclusive na área de comunicação, em nosso caso, especializada em meio ambiente. Creio que a tendência é a internet crescer em importância em relação às demais ferramentas de comunicação devido à interatividade que proporciona, até por que entre os internautas de hoje, não sei precisar em que percentuais, estão também os leitores de jornais e revistas, telespectadores da televisão e ouvinte dos rádios. Não sei como a internet irá influir em seus hábitos. Tenho percebido uma sinergia cada vez maior entre os veículos tradicionais, que citam e remetem seus leitores, telespectadores e ouvintes para sites e fontes na internet, como forma de complementar o espaço curto e a ausência de canais de interatividade que o público. A Revista do Meio Ambiente impressa segue esta tendência. Não sei se isso estimulará uma migração para a internet, ou se acabará por fortalecer todas as ferramentas à medida que traz mais gente para 'consumir' informações.
Se ao telespectador da televisão, ao ouvinte do rádio, aos leitores de jornais e revistas só resta desligar ou usar o controle remoto para mudar de canal, ou não comprar um veículo com o qual não estiver afinado, com a internet ele é o próprio editor das informações, que estão ao alcance através de serviços de busca cada vez mais eficientes, como o Google, etc. Se antes, não tinha como dialogar com outros leitores, a não ser através das 'cartas dos leitores' ou de complicadas e caras ligações telefônicas, agora pode tranqüilamente participar de fóruns de debates sobre temas do seu interesse, com pessoas que também estão afinadas no mesmo interesse, criar seus próprios fóruns onde só entram convidados que aceitem as regras pré-estabelecidas.
Como financiar as mídias ambientais independentes?
Vilmar: A mídia ambiental sofre de fato um certo bloqueio comercial. Não há, entretanto, um objetivo político como, por exemplo, estrangular as mídias ambientais para que não façam a crítica do modelo predatório e poluidor. Creio que o que existe é desconhecimento mesmo, falta de cultura ambiental, de formação e até mesmo, em alguns casos, incompetência. Tem agências que preferem investir suas verbas de publicidade em veículos da grande mídia em vez de também incluírem as mídias especializadas em seus planos de divulgação. Compram quantidade de público e não qualidade de público. Pouco importa se uma mensagem ambiental será lançada para um público numeroso que não está nem aí para as questões ambientais e que até às vezes acham o assunto chato. As empresas acabam gastando às vezes verdadeiras fortunas para adotar procedimentos ambientais adequados e controlar ou eliminar sua poluição, mas divulgam isso, quando divulgam, para um público assim, que não se importa com a informação ambiental. Mas também tem empresas e governos que agem como se o simples fato de terem mudado de atitude e de agora estarem cuidando direito do meio ambiente fosse suficiente para virar pauta de qualquer veículo ambiental. Limitam-se a contratar serviços de assessoria de comunicação ou mesmo usam suas próprias assessorias para enviarem releases, na esperança de divulgação, como se coubesse aos veículos financiarem a divulgação dos resultados. A mídia ambiental brasileira cumpre um papel de interesse público em nosso país e, apesar disso, não existe ainda qualquer programa público para o financiamento da informação ambiental, apesar do Governo Brasileiro ter aprovado entre os objetivos fundamentais da educação ambiental a garantia da democratização das informações ambientais (Lei nº 9.795 de 27 de abril de 1999, art. 5º, inciso II).























