Assessoria de Imprensa PAULUS
Qua, 03 de Junho de 2009 11:27
Vilmar Berna, autor do livro Amigos do Planeta, PAULUS, 2008. Como surgiu a ideia do livro Amigos do planeta? Como foi essa iniciativa e como está hoje este projeto? Surgiu de um pedido dos próprios leitores, membros dos Clubes de Amigos do Planeta, para que eu escrevesse um manual com dicas práticas do que poderiam fazer pela melhoria e defesa do meio ambiente. Antes disso, lancei a idéia do projeto em meu livro “Como Fazer Educação Ambiental”, editado pela Paulus, e que tem contribuído para multiplicar a formação de Clubes de Amigos do Planeta pelo país, inclusive dando origem ao curso à distância pela Universidade Federal Fluminense - UFF. A cidade de Barra Mansa, por exemplo, no interior do Estado do Rio de Janeiro, convidou-me para implantar o projeto na Rede Municipal de Ensino onde implantamos cerca de 40 ecoclubes que mobilizaram cerca de meio milhão de jovens ‘Amigos do Planeta” e foi ganhador do Prêmio Ouro Azul, concedido à Prefeitura por FURNAS..
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Entrevista a Rubens Ribeiro - Revista Futuro
Mão na massa - Ong do Rio de Janeiro reúne mais de 10 mil pessoas em ações voluntárias de conservação ambiental
Terceiro brasileiro a ser homenageado pela ONU com o Prêmio Global 500 para o Meio Ambiente, em 1999 – os outros dois são Chico Mendes e Betinho – o jornalista, escritor e ambientalista Vilmar Sidnei Demamam Berna é dessas pessoas que vivem 100 por cento de seu tempo escrevendo, conversando, negociando, discutindo e procurando novas idéias sobre um tema: o meio ambiente. Dos escritos, conversas e discussões nasceram, em janeiro de 1996, a Revista e o Portal do Meio Ambiente, que vem mantendo a média mensal de 200 mil visitas. Das idéias, surgiram ações inovadoras, como o Projeto Voluntários Ambientais, da ONG REBIA – Rede Brasileira de Informação Ambiental.
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Entrevista concedida para a tese de mestrado sobre Ambientalismo de Frederico Loureiro
O que é o movimento ambientalista? O que é ser ecologicamente correto? É possível sê-lo no mundo contemporâneo?
VSDB - Movimento ambientalista é a organização de um segmento da sociedade civil para a defesa de seus direitos a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, como manda a Constituição. É um movimento de cidadania. Ser ecologicamente correto é adotar princípios e práticas que não comprometam a ética ambiental que desejamos e cobramos dos outros. Principalmente no mundo contemporâneo, quando novas tecnologias, mais limpas, estão cada vez mais disponíveis; quando mecanismos de informação, como a internet, tornam a informação quase instantânea e o mundo é cada vez mais uma aldeia global, onde as fronteiras estão perdendo o sentido. Já perderam, para as multinacionais, e vão perder ainda mais com o avanço da globalização. Isso não é nenhuma novidade para o ambientalista, que vê o planeta como um só.
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Entrevista concedida à Revista “Cooperador Paulino”
O que é ecologia e que relação tem com a espiritualidade humana?
VSDB: Apesar da atual divulgação sobre meio ambiente, RIO 92 e políticas de proteção ambiental, a população mantém ainda uma visão simplista, superficial e romântica sobre a questão. Para a maioria, proteger o meio ambiente é proteger o verde, cuidar das plantas e árvores, não destruir florestas, não incendiar matas. Muito poucos tem noção da necessidade de relações mais harmoniosas entre o ser humano e a natureza. Talvez o mais difícil seja compreender que nossa espécie não é a dona do planeta, não pode fazer com a natureza o que quiser. Por mais especial que nossa espécie possa parecer, ela não é mais importante que qualquer outra, já que, na natureza, tudo está interrelacionado, “o que fere a Terra, fere também os filhos da Terra”, como já afirmou o cacique Seatle, em 1855, antes de inventarem o termo ecologia. E isso pode ser um duro golpe em nossa noção de importância, ao ponto de nos considerarmos à imagem e semelhança de Deus. Assim como a menos de cinco séculos tivemos de aceitar o fato de que nosso planeta não era o centro do Universo, hoje precisamos compreender que muito menos o Universo existe para nos servir. Não podemos usar e abusar do planeta, sem sofrer as conseqüências.
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Jornalismo em defesa do verde, por Marco Antonio Nascimento Rosa, publicada na revista Jornalismo em Ação, veículo de extensão universitária da UMESP Universidade Metodista de São Paulo
Tsunami, Protocolo de Quioto, superaquecimento do planeta, racionamento de energia e de água, rodzio de veículos. Poucas vezes na história do Brasil vimos tanto a presença do meio ambiente em nossas mídias. Atualmente, sérios problemas ambientais ameaçam a sobrevivência no planeta. E isso tem gerado um mercado promissor para jornalistas, pois a cada dia o meio ambiente torna-se objeto de interesse de cada leitor, ouvinte, telespectador ou internauta. Entender o que ocorre na natureza e saber os meios de contribuir para uma melhor qualidade de vida num futuro próximo tornou-se o mais novo desafio de um público interessado em saber o que acontece no mundo.
Quem não ficou surpreso ao ver imagens do Tsunami ‘engolindo’ cidades inteiras da Ásia em dezembro de 2004 e não se interessou em saber como aquilo poderia ocorrer? E qual é o leitor que não se assusta ao ver as previsões de especialistas sobre um futuro com as cidades litorâneas alagadas, sem água potável e com um calor desumano?
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Entrevista a Mariana Alves Campos
Dos anos 80 para cá, o que mudou no jornalismo brasileiro em relação à forma de lidar com as questões ambientais? Com a ECO-92, houve um boom de pautas ecológicas nos meios de comunicação. Após esse evento, podemos dizer que o modo de fazer jornalismo ambiental melhorou?
Vilmar: A democratização da informação ambiental é fundamental para o exercício pleno da cidadania crítica e participava, pois quando as pessoas, o povo, ou as organizações não dispõem de informação de qualidade, fica comprometida a capacidade de fazer escolhas entre as diferentes alternativas e caminhos. Nossa sociedade, por exemplo, passou muito tempo recebendo informações apenas sobre um determinado tipo de modelo de desenvolvimento, predatório, poluidor e injusto. É compreensível que ainda seja dominante a idéia de que os seres humanos têm o direito de usar o Planeta como um armazém inesgotável de recursos e uma lixeira infinita. Entretanto, para quem vem acompanhando a evolução dessa consciência especialmente nas últimas duas décadas, existem motivos de sobra para termos esperanças. Ainda há tempo para salvar o Planeta, e a nós próprios. Nosso estilo de vida ainda irá provocar muitos danos e poluição ambiental, sem dúvida nenhuma, mas é inegável que aumenta ano a ano a consciência ambiental em todos os países, especialmente no Brasil, país de maior mega-diversidade do Planeta.
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Entrevista a Filipe Marcel
Felipe: Os projetos como a Revista do Meio Ambiente podem ser confundidos com os trabalhos divulgados por ONG´s que ministram a luta pela manutenção do meio ambiente como o Greenpeace?
Vilmar: Confundido, pode, por que a visão e a consciência ambiental em nossa sociedade ainda são bastante insipientes. Entretanto, a chamada mídia institucional, esta a que você se refere, editada pelas ONGs, Governos, Empresas, etc., não podem se confundir com a mídia especializada em meio ambiente. A mídia institucional pauta os temas de acordo com o pensamento, as ações, os projetos, os interesses da organização que edita, focando no público-leitor associado. A mídia ambiental, como o JMA, não tem esse enfoque institucional e abre espaço para todos os seguimentos e interesses da sociedade. Na verdade, tratam-se de mídias complementares, mas cada qual com sua identidade própria.
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Entrevista a Rafaela Lobato sobre "Jornalistas engajados no movimento ecológico"
Rafaela: É possível fazer jornalismo e ao mesmo tempo lutar por uma causa?
Vilmar: não só é possível como é fundamental quando esta causa é, por exemplo, a ambiental. Como jornalistas ambientais tomamos conhecimento todo dia sobre a situação para o bem e para o mal do ambiente em que vivemos e procuramos refletir isso em nossas matérias. Enquanto seres vivos extremamente dependentes deste meio ambiente agredido não podemos ficar insensíveis a estas agressões, daí o natural engajamento em causas e idéias que levem a um outro modelo de estar neste meio ambiente, mais responsável e consciente. O problema é não deixar que a defesa de uma causa atrapalhe o exercício profissional, por exemplo, deixando de ouvir a versão dos que estão na trincheira oposta à que defendemos.
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Entrevista a Berenice Gehlen Adams para a revista eletrônica Educação Ambiental em Ação
EA EM AÇÃO: Conte-nos como surgiu o seu interesse pelas questões ambientais e desde quando você se dedica a esta temática?
Vilmar: minha atuação na área ambiental não se deu por alguma necessidade profissional ou objetivo econômico, mas por um compromisso com a formação de uma nova consciência ambiental em nossa sociedade onde a maior e primeira necessidade é a de informação, pois, uma vez informado, o cidadão busca seus direitos, cumpre com seus deveres, procura formação adequada, etc. Após mais de dez anos como militante ambientalista, primeiro na Univerde, depois nos Defensores da Terra, no período entre 1980 e 1994, vi crescer a consciência ambiental na sociedade e também vi multiplicarem-se os números de novos militantes ambientalistas e de novas ONGs. Achei, então, que poderia investir minhas energias em outras frentes onde eu poderia ser mais útil na luta por uma nova consciência e atitudes com o Planeta. Por que as pessoas tinham tanta dificuldade de se mobilizarem na defesa dos seus direitos a um meio ambiente preservado e mesmo para mudarem de atitude? Existem vários fatores mas um deles, sem dúvida, é a falta de formação ambiental adequada na sociedade, o que me levou a escrever livros de educação ambiental, entre os quais "Como Fazer Educação Ambiental" que é adotado em muitas escolas e por muitos professores no país e hoje é curso à distância da UFF.
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Entrevista a Maria Cecília Trannim para tese de mestrado para o Programa EICOS, Cátedra da Unesco no Brasil, UFRJ
Maria Cecília: Na sua opinião, quais são os principais temas enfocados na cobertura ambiental?
Vilmar: Na chamada Grande mídia, principalmente acidentes e problemas ambientais enquanto permanecerem visível. Na mídia especializada, depende do enfoque do veículo em seu público-alvo, no caso do JMA, são formadores e multiplicadores de opinião em meio ambiente, daí a pauta ser diversificada e procurar cobrir todo o espectro da complexa questão ambiental. No caso da Revista Meio Ambiente Industrial, por exemplo, o foco são gestores ambientais na iniciativa privada, então a pauta dedica-se mais às questões técnicas industriais ligadas gestão ambiental, e assim por diante.
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Entrevista à Revista Construir - Fabiana Barboza
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) 1. Qual a real situação e necessidades hoje do meio ambiente.
VSDB: Não resta a menor dúvida que nosso estilo de vida sobre o Planeta é insustentável e está avançando sobre os estoques naturais da Terra, comprometendo as gerações atuais e futuras. De acordo com Relatório Planeta Vivo 2002, elaborado pelo WWF, o ser humano usa 20% a mais do que a terra pode repor. Além disso, é preciso considerar que este avanço sobre os recursos do Planeta não se dá de maneira igual para todos. Existe um enorme desequilíbrio entre África e Ásia, que usam os recursos do Planeta em torno de 1,4 hectares por pessoa, enquanto na Europa Ocidental este uso chega a 5,0 hectares e a dos norte-americanos, a 9,6 hectares. Os brasileiros usam em média 2,3 hectares.
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Entrevista a Aline Moura, sobre Jornalismo Ambiental no Terceiro Setor
1 . Qual a sua preocupação em estar atuando para o Terceiro Setor, quando criou A Revista e o Portal do Meio Ambiente?
VSDB: A rigor, A Revista e o Portal do Meio Ambiente não são direcionados para o Terceiro Setor, mas para toda a sociedade, o que inclui o Terceiro Setor, especialmente seus segmentos dedicados às lutas sócio-ambientais. O que motivou a criação da Revista e do Portal do Meio Ambiente foi a constatação de que existe muitos obstáculos para a democratização da informação ambiental no Brasil, e a informação é uma das ferramentas básicas para a formação de consciência de cidadania e fator fundamental de estímulo à mobilização da sociedade em defesa de seus direitos, bem como conhecimento de seus deveres. A chamada grande mídia tem se ocupado do assunto mais diante de graves acidentes ambientais e tende a ignorar o tema após o desaparecimento dos sinais e conseqüência do acidente. Na época em que decidi criar este projeto de comunicação ambiental, os veículos existentes não eram em número suficiente para promover esta democratização da informação ambiental, como, aliás, ainda não é hoje, apesar da existência da Revista e do Portal do Meio Ambiente ( www.portaldomeioambiente.org.br ). Esta ausência de veículos especializados em número suficiente prejudica o fluxo regular de informações ambientais e contribui para retardar a tomada de consciência ambiental da população, além de também atuar como fator de desmobilização da sociedade em defesa de seus direitos a um meio ambiente ecologicamente equilibrado conforme assegurado pela Constituição Brasileira.
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Entrevista a Priscila Cerqueira Ribeiro
Quando e como resolveu ser jornalista?VSDB: por volta de 1.994, quando percebi que havia dificuldades na democratização da informação ambiental no Brasil, principalmente no estado do Rio de Janeiro. A informação é uma das ferramentas básicas para a formação de consciência de cidadania e fator fundamental de estímulo à mobilização da sociedade em defesa de seus direitos, bem como conhecimento de seus deveres. A chamada grande mídia tem se ocupado do assunto mais diante de graves acidentes ambientais e tende a ignorar o tema após o desaparecimento dos sinais e conseqüência do acidente. Na época, os veículos existentes não eram em número suficiente para promover esta democratização da informação ambiental, como, aliás, ainda não é hoje, apesar da existência da Revista e do Portal do Meio Ambiente ( www.portaldomeioambiente.org.br). Esta ausência de veículos especializados em número suficiente prejudica o fluxo regular de informações ambientais e contribui para retardar a tomada de consciência ambiental da população, além de também atuar como fator de desmobilização da sociedade em defesa de seus direitos a um meio ambiente ecologicamente equilibrado conforme assegurado pela Constituição Brasileira.
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A Aline Garcia
Qui, 14 de Maio de 2009 18:05
Quais os principais desafios que o meio ambiente deve enfrentar hoje em dia?
VSDB: São muitos, mas aproveitando o foco de sua entrevista, certamente a democratização da informação ambiental é um deles. As pessoas se mobilizam para exercer a sua cidadania, ou procuram estudar e se qualificar melhor, ou procuram mudar de comportamento a partir da informação. Se esta chega deturpada, em número insuficiente, ou desqualificada, a percepção do público também estará prejudicada. E, sem informação, como pode haver diálogo entre diferentes, como se estabelecerão parcerias em direção a um novo modelo de desenvolvimento mais sustentável, como será possível implementar uma Agenda 21? Outro aspecto que desafia os jornalistas ambientais é: como informar adequadamente sobre o meio ambiente, se as aspirações em nossa sociedade são baseadas mais em valores de consumo materiais que em valores espirituais, culturais ou artísticos, por exemplo? Frei Beto, em seu artigo Viagens Interiores (O Globo, 13/07/98) nos chama a atenção para o que andamos vendo nas propagandas, novelas, filmes, etc. Bastam alguns minutos à frente da televisão para percebermos que defeitos como inveja, orgulho, cobiça, avareza, luxúria, gula, preguiça - bases do consumismo desenfreado que gera esgotamento dos recursos naturais e poluição do planeta, por um lado, e injustiça social e concentração de renda, por outro - foram transformados em valores a serem perseguidos, como se o planeta tivesse recursos naturais em abundância para atender ao sonho de consumo de todos. O preço que pagamos pode ser visto por todo o lado. Não só no esgotamento e na poluição do planeta, mas também na miséria.
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Entrevista sobre Marketing Ecológico no Brasil para a Revista Marketing – Outubro 2002 - Por Anna Gabriela Araújo
Quando e como surgiu a Revista e o Portal do Meio Ambiente?
VSDB: surgiu da necessidade de existir um veículo especializado em meio ambiente que democratizasse, de forma regular, as informações ambientais para multiplicadores de opinião especializados em meio ambiente. Seu objetivo principal é ser um projeto cultural para a formação de uma nova consciência e cidadania ambiental planetárias atuando através da democratização da informação ambiental. O público-alvo da Revista e do Portal do Meio Ambiente é formado por lideranças de cada um dos mais importantes segmentos envolvidos com a causa ambiental, notadamente ambientalistas, governantes e empresários, o que inclui as ONGs (organizações não governamentais) ambientalistas brasileiras, bem como secretarias de meio ambiente de municípios, jornalistas especializados em meio ambiente, técnicos de órgãos de controle ambiental estaduais e federais, professores universitários, educadores ambientais, técnicos e gerentes de meio ambiente em empresas públicas e privadas, etc., atendidos através de nossa mala direta, considerada por especialistas como uma das mais completas e atualizadas do segmento de opinião pública ambiental brasileiro.
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Entrevista a Thaís Naldoni, Portal Imprensa
Qui, 14 de Maio de 2009 17:54
Vilmar Berna
Os últimos acidentes naturais, tais como o Katrina, por exemplo, mobilizaram a imprensa em todo o mundo. Como o senhor avalia a cobertura da imprensa quando o assunto é meio-ambiente? Ainda faz-se uma cobertura factual ou já é possível encontrar matérias mais educativas? Por que?
Vilmar: A opinião pública está cada vez mais consciente e sensível às questões ambientais e cobra das empresas, políticos e governos cada vez maior responsabilidade ambiental. O resultado são leis e multas cada vez mais rigorosas, podendo chegar facilmente a milhões de reais, além da obrigação de reparar o dano. O papel da imprensa nessa tomada de consciência foi estratégico. Ao divulgarem as tragédias e acidentes ambientais em todo o mundo, por exemplo, contribuíram para o despertar de uma consciência ambiental que cada vez é mais crescente e cuja tendência, ao contrário de diminuir de intensidade, como se fosse um modismo passageiro, é de aumentar. Segundo o Major Hazard Incident Data Service, da Grã-Bretanha, até 1.986 ocorreram 2.500 acidentes industriais no mundo, sendo que mais da metade (1.419) em apenas cinco anos, entre 1981 e 1986. Já os grandes acidentes ambientais, que envolveram maior número de mortes e milhões de dólares de indenização, num total de 233 acidentes, ocorreram no curto período entre 1970 e 1989. A divulgação em escala mundial destes fatos não só contribuiu para sensibilizar a opinião pública, mas também para fortalecer os movimentos ambientalistas, que se multiplicaram nesse período, além de gerar um conjunto de leis ambientais e de órgãos de controle que não existiam antes de 1970.
Última Atualização ( Qua, 03 de Junho de 2009 11:33 )
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ENTREVISTA A WILSON BUENO - REVISTA COMUNICAÇÃO, AGRIBUSINESS & MEIO AMBIENTE
Qui, 14 de Maio de 2009 17:48
Revista: Há quem conteste a idéia de que existe um "jornalismo ambiental" ou um "jornalismo científico", com o argumento de que jornalismo é jornalismo, sem adjetivos. O que você acha disso? O jornalismo ambiental constitui um campo específico ou o ambiental é apenas um adjetivo a mais nesse caso para qualificar o jornalismo e pode ser descartado? VSDB: O Jornalismo em geral não dá conta de tantos temas tão específicos, notadamente o ambiental, com toda a sua complexidade. É uma utopia imaginar que o Jornalismo não vá precisar de especializações ou que todo profissional de comunicação irá receber uma capacitação que dará conta de todo o conhecimento específico que precisará para o adequado exercício de suas atividades. Mas isso gera distorções, fazendo por vezes que o jornalismo especializado acabe virando um compartimento às vezes estanque e impermeável nas redações. Para o profissional que se especializa e investe tempo, conhecimento e dinheiro em sua área de conhecimento específico, ser respeitado é bom e todo mundo gosta, além de assegurar seu nicho de empregabilidade, mas corre o risco do tema deixar de ser pauta no jornalismo não-especializado.
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