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Todos nós desejamos vivem em um mundo melhor, mais pacífico, fraterno e ecológico. O problema é que as pessoas sempre esperam que esse mundo melhor comece no outro. É comum ouvirmos pessoas falando que têm boa vontade para ajudar, mas como ninguém as convida para nada, nem se organizam, então podem contribuir como gostariam. Pessoas assim acabam achando mais fácil reclamar que ninguém faz nada, ou que a culpa é dos governantes ou empresas, mas não se perguntam se estão fazendo sua parte.
A mudança dessa maneira de pensar só será realizada por meio de uma educação ambiental concreta e eficiente. Que não só trate de maneira teórica e abstrata sobre temas ecológicos, mas que envolva educandos, que lhes proporcione o saber instrumental necessário à construção de um mundo melhor, que desperte interesse para uma atividade e consciência ecológica que vá além da sala de aula. Essa é a proposta deste livro, no qual o ecologista Vilmar Berna compartilha com os educadores seu conhecimento e experiência na formação de uma nova geração de seres humanos.
Opinião dos Leitores:
- Godofredo Pinto – Professor e Prefeito da Cidade de Niterói/RJ: “O livro do Vilmar vem falar justamente da possibilidade de uma outra forma de lidar com o conhecimento no âmbito escolar. Se a questão ecológica é o real vivido tão dramaticamente entre nós, este será um excelente ponto de partida para o trabalho pedagógico. Por isto, se para toda e qualquer liderança em sua ação educativa cotidiana, este é um livro relevante e elucidativo, para nós, professores, sua leitura há que ser estimulada a mais não poder, pois que a Educação Ambiental é dos eixos privilegiados em torno do qual deve girar nossa prática.”
- Michèle Sato - professora e pesquisadora em Educação Ambiental do Instituto de Educação da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso) e do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSCar: “Como fazer Educação Ambiental” é um livro que está longe de poder ser criticado por “receitas” pontuais e ativismo inconseqüente. Representa uma reflexão de diversas práticas possíveis em nossas vidas. É um presente de Vilmar Berna aos que sempre buscaram vencer a lacuna entre a prática e a teoria. Mais do que isso, é um reflexo da trajetória de seus passos, na longa luta ética do seu movimento ambientalista no cenário latino-americano.
Com uma linguagem acessível e de compreensão clara, Vilmar nos mostra que os caminhos da Educação Ambiental são alternativas possíveis para a construção de um Brasil mais ecologicamente viável e com menos desigualdades sociais. “Como fazer Educação Ambiental” não intenciona ser outro pacote fechado, pelo contrário, incita o poder de criticidade, na busca constante da construção dos conhecimentos com incentivo da utilização de outras fontes que possam consolidar o trabalho em EA. Em seus exemplos concretos, viabiliza novas formas de ultrapassagem e oferece roteiros infinitos que podem (e devem) ser adequados às realidades locais. Fornece elementos teóricos para a reflexão de que a escola não é uma ilha isolada do sistema social, e que todos podem ser protagonistas da sua própria liberdade de participação crítica. Uma escola insere-se num ambiente. Que ambiente é este? O livro nos convida a analisar nossas representações, inserido em processos de uma formação para a ação pedagógica concreta, com integração de diversos saberes, do desenvolvimento de competências e um aprendizado coletivo para a realização de projetos. A escola torna-se, assim, uma comunidade de aprendizagem que valoriza a formação de equipes em processos éticos de solidariedade, respeito e cooperação.
“Como fazer Educação Ambiental” não revela que é fácil “fazer” EA. Pelo contrário, suas reflexões teóricas nos mostram que a emancipação da sociedade brasileira ainda esbarra em fortes aparatos políticos conservadores. Assim, mais do que puro conhecimento, o livro nos convida a expressar nossas emoções e pensamentos, manifestando a necessidade de mudanças. Assume que a educação ambiental não pode ser neutra e que as informações veiculadas podem auxiliar nossa formação, através da leitura crítica do mundo.

























Moro em Rondônia onde a onda de desenvolvimento sem compromisso com o Meio Ambiente é moda, e a midia local coloca todos que se colocam em pró da proteção ambiental, como retrogrados e inimigos do desenvolvimento. A despeito disso, temos a descaracterização da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, e tudo que tenha a ver com o Patrimônio Histórico e pasme sob o aval do Superintendente do IPHAN de Rondônia e Acre. Atenciosamente Augusto